O diálogo
Amor mudo só no cinema mudo, como a maravilhosa Aurora de Murnau. Mas nunca entenderei uma relação sem conversas, perguntas, derivas. Isso numa “relação”; numa fantasmagoria, nem a existência se exige, quanto mais o diálogo.
Amor mudo só no cinema mudo, como a maravilhosa Aurora de Murnau. Mas nunca entenderei uma relação sem conversas, perguntas, derivas. Isso numa “relação”; numa fantasmagoria, nem a existência se exige, quanto mais o diálogo.
Há no entanto uma ausência de diálogo muito agradável nas relações. Leva tempo e dá um trabalho imenso a atingir, os silêncios cúmplices.
Para se chegar a esse silêncio comunicante é necessário um encontro com perguntas, respostas, derivas, curiosidades, diálogos, gargalhadas e lágrimas. Depois dessa cumplicidade criada, pode acontecer que se instale o silêncio comunicante. Agora, se falamos de um silêncio acompanhado feito de ausências, lapsos e desinteresse....ups